O mundo é repentinamente o areal vazio
sossegada na mansidão de colchetes
à estratégia de minhas teias, a perder a espessura

ando rouca, dando corda ao delírio
montada na nudez das naus
rouquenhamente esquecida em outonos
sossego de queixar-me, de apartar-me do que vejo

matéria de enredos nos dínamos do escafandro
concede-me o tormento de encolher-me
sobre a torção exata dos possessos
manifestamente debruçada sobre a orla, sobre a sede

capino, cubro-me de flores mortas
faço das mãos o primeiro hálito
e dou à boca o código da noite

criptografia de arcanjos
projeta sobre meu sexo a dizer-me: perdão.

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