Não há nada mais precário
que dois poetas
que falam pelas bordas
de suas crenças, conjurando
aquilo que se refez
da noite ou os escalpos
de textos mansos
plenos de intenções.
Antes, as tetas e o pasto
antes, o lastro e o leite
antes o miolo do pão
formatado por mãos tensas
caindo à boca de um
prefixo: des-je-jum.
Manhã, alguma
se o desejo sorve
a fumaça e o odor
de cinzas molhadas
na névoa desta
ardidura
manifestamente
soçobra
dos discursos
salivados de muco
mar e vaidade.

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