Erro cronológico

Quando o amor é vértebra acesa
requeimando uma verdade medonha
respondendo a escuros
facetas de alteridades recônditas.

Quando é ausente o desfecho
impaciente, febril de ver
onde morou o encontro das vozes.

Quando é cessação
algo em obstáculo a algo
e frange e duela em arredios momentos
encontros furtivos, nocautes estéticos.

Quando o amor tem mangas puídas
não pode mais tecer seu talhe elástico
e se move no egresso torpor e só se move.

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