Cogito

não pensar em quase nada
talvez, numa agonia lenta
vítrea, pela madrugada

não pesa quase nada
o suspiro de um bicho
o desenlace a desandança

a grande conversão
da flor
em água

nestes dedos demorados
voejando a duração
o desfazer antigo

não pensar em quase nada
a morte é uma flor, disseram
eu me rendo à flor

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