Eternidade

Carpir um rosto
tomado a léguas
pela fuligem
do horizonte-pássaro.

E no desvio da imensidão
sussurrar a água
no levante dos nascimentos.

Barro, pasto, boi, lama
o rosto uma casa
a casa sua dissolução.

Rachadura, tijolo
sacramentos, devires
os que conluem
com as rochas.

Cavando poços
abrindo fendas
lavrando um corpo

em sua morte
seu fogo, enterrado
seu pássaro absorto.

Estamos: à espera
das horas.

https://youtu.be/f1CNNf9iU9Y

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Um comentário sobre “Eternidade

  1. Um poema forte. E excelente, parabéns.
    Roberta, os meus votos de um FELIZ NATAL e de um PRÓSPERO ANO de 2018 repleto de saúde, amor, paz, alegria e de outras coisas igualmente boas.
    Beijo.

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