Alvorada

Sou aquela que na noite
abre um postigo
desenvolta às escuras
preparo a imensidão
revoltosa do meio-dia.

Avante o pânico
criança antiga
avante o nojo libertado
do velho abusador.
Vamos e de mãos trêmulas
decalcando a noite.

Quando no entorno da ternura
morre a ternura
quando de olhos bem abertos
ofereço meus traços esmaecidos
sem pregresso de seca

quase peixe , quase floresta
a força que me abre
mora nesse continente
antes de mim.

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