Alvorada

Sou aquela que na noite
abre um postigo
desenvolta às escuras
preparo a imensidão
revoltosa do meio-dia.

Avante o pânico
criança antiga
avante o nojo libertado
do velho abusador.
Vamos e de mãos trêmulas
decalcando a noite.

Quando no entorno da ternura
morre a ternura
quando de olhos bem abertos
ofereço meus traços esmaecidos
sem pregresso de seca

quase peixe e floresta
a força que me abre
mora nesse continente
antes de mim.

Publicado por

Roberta Tostes Daniel

Roberta Tostes Daniel, carioca. Tem poemas publicados nas revistas eletrônicas Mallarmargens, Zunái, Musa Rara, Diversos Afins, Estrago, Incomunidade, além de blogs e no site do Centro Cultural São Paulo. Incluída nas antologias: “Desvio para o Vermelho” (CCSP), “Amar, verbo atemporal” (Ed. Rocco) e “história íntima da leitura” (Ed. Vagamundo). Email: robertatostes@gmail.com “Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra” (António Ramos Rosa)

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