Adamantita

Amo a poesia em sua rudeza
em pensamento, sim
amo, se não esconde sua tintura

se não celebra a fétida cultura
de uns para poucos
destros donos da palavra.

Amo mais, se machuca
verdadeiro, insincero
estro peregrinável

incrustado em Aruanda
nos dialetos de Luanda
– o que não sei e me protege

e me vindima – certeza de ouvir
e de novo, inerente
entre as coisas viventes da carne

as coisas secretas da carne.

Publicado por

Roberta Tostes Daniel

Roberta Tostes Daniel, carioca. Tem poemas publicados nas revistas eletrônicas Mallarmargens, Zunái, Musa Rara, Diversos Afins, Estrago, Incomunidade, além de blogs e no site do Centro Cultural São Paulo. Incluída nas antologias: “Desvio para o Vermelho” (CCSP), “Amar, verbo atemporal” (Ed. Rocco) e “história íntima da leitura” (Ed. Vagamundo). Email: robertatostes@gmail.com “Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra” (António Ramos Rosa)

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