Recoleta

Na boca, um chumaço
de espinho indecifrável
e nas mãos
na inclinação de voar
se apressa
um pássaro na cabeça
da estátua
de bom agouro
– onde sóbrias jazidas
humanas –
a eternidade do mármore
não aponta
qualquer certeza
próxima do imóvel
confessa o espinho
consumido pela
artificialidade do tempo.
Um coração roça os dedos.

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