poesia

Sagrado

Há outras distâncias
o ermo, as velas
usadas da superfície
ao sabor da ventania.

Ser de outro mundo
sentir o luto, as mãos
quase em prece
ser a pele deste mundo.

Uma estação trai a outra
acirra o desejo de viver.
Temos agora as folhas de antes
amarelecendo num mesmo chão.

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