Te escrever
uma rosa suprema
o rosto profundo de flor
um crisântemo aceso –
onde se chegasse pelo cheiro
reverentes, os joelhos dobrados
de cansaço. Só as imagens
retorcidas do cansaço. Os joelhos
leves, abatidos pela sombra.

A força intocável de samurais a dor do tempo o eco de orvalhos descendo de pedras antigas onde tudo dorme antes do grito.

Um crisântemo aceso, um rosto profundíssimo de flor. As coisas se interpenetrando no escuro dos tempos, se sabendo no cheiro do escuro: que vestígio o dos passos?

Publicado por

Roberta Tostes Daniel

Roberta Tostes Daniel, carioca. Tem poemas publicados nas revistas eletrônicas Mallarmargens, Zunái, Musa Rara, Diversos Afins, Estrago, Incomunidade, além de blogs e no site do Centro Cultural São Paulo. Incluída nas antologias: “Desvio para o Vermelho” (CCSP), “Amar, verbo atemporal” (Ed. Rocco) e “história íntima da leitura” (Ed. Vagamundo). Email: robertatostes@gmail.com “Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra” (António Ramos Rosa)

  1. ¡Mágico¡ Dan ganas de que el poema siga mucho más. Una gran riqueza de imágenes. Como para soñar con ellas

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