poesia

Memorabilia II

Eras geológicas me consomem o ventre. Peso verbo, pesa-nervos. Artaurdiana no apartamento em chamas. Degelos pelos hemisférios dos retratos, de letras velhas em teorias da conspiração do momento. Revestidos de poeira centenária, os lustres da casa caem nas mãos do obreiro. Sobras. O corpo não se encaixa às mutilações, a luz é seu próprio ambiente e o corpo é sombra. Ao declínio do vão do meio dia, vão-se as casas corroendo pessoas.

Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s