poesia

No recanto desta sombra
qualquer coisa de muralha
que a quase tudo encobre
sobre o que precisa ser dito
com movimentos ritmados.
Sobre Rancière – as políticas da escrita.
Sobre, talvez, assumir um espaço
na comunidade: tomar parte no desvio.
Desviante, tocar superfícies desviantes.
Pele que anula a fibrosidade do papel
que assume possibilidades de pele.
Porosidade jamais murável
se adentra na dor de tecido vivo
muralha viva, pode ser, muralha que
caminha: com quantos buracos na cabeça?
Essa jamais hermética edificação
escorre inteira dentro desta sombra
onde, recostada, trago feito fumaça
antiga, deslocada. Somos, sim
os eflúvios uns dos outros.

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