poesia

Meu gemido gesto
meu sentido enfático da solidão
não tenho cordas com que amparar
os acenos da mulher enovelada.
Olhar para o nada
mulher, olhar para o nada
digo a língua das brenhas
sorrio vermelha, menstruada.
A boca onde fui alcançada
tornei mecânicos
os dervixes, os deveres.
Outono incide nos ares, cafés
caminhos pro cinema
interpelo mãos, olhar baixio
de bestas fêmeas –
cada vez mais fêmeas
cada vez mais feras.

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