Pedir que se apaguem as feridas
sucumbir ao escrutínio
de grotescas reprimendas
como se pensar fosse
o artefato pueril
de acumuladores de dinheiro
da pretensa conquista
de quem surgiu com todas as chances.
Vamos retroceder às tristezas de todos
mas se dores são geradas em virtude
da virtude de alguns
deixar a súplica e o diálogo
já ausente se descumprirem
do papel de divisor de águas
e de tratados semi-milenares
– tordesilhas são cicatrizes
na dor inestancada.

Publicado por

Roberta Tostes Daniel

Roberta Tostes Daniel, carioca. Tem poemas publicados nas revistas eletrônicas Mallarmargens, Zunái, Musa Rara, Diversos Afins, Estrago, Incomunidade, além de blogs e no site do Centro Cultural São Paulo. Incluída nas antologias: “Desvio para o Vermelho” (CCSP), “Amar, verbo atemporal” (Ed. Rocco) e “história íntima da leitura” (Ed. Vagamundo). Email: robertatostes@gmail.com “Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra” (António Ramos Rosa)

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