Perguntar a quem o calar?

Certas perguntas adoradas são como método filosófico, onde cabem o descaminho e a cicuta. Repeti-las, na tradição da boca. Depois, aprender a ler, a sucumbir, pra transcender o óbvio: jamais respondê-las. Delinear este céu e um vento que vem socorrer a permanência. Delinear é um privilégio que não me cabe no estratagema da beleza. Chegar, quem sabe, de mansinho, intuitiva, repetir saltos de antemão. Maltrapilha, anacrônica de juncos, entre a bifurcação do êxtase e o empenho ignóbil.

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