poesia

I

​Um filete de materialidades. Uma cascata de cansaços. Sinto desesperadamente tua falta. As agulhas deram para costurar sozinhas. Meandros de histórias se revelam em tecidos infinitos e gastos. Joguei fora um bocado de roupas. O armário segue abarrotado. Os livros empilhando. As palavras descascadas. Na alegria dos cachorros azuis e dos dias em uníssono, em torno a um sentimento vago, de quem esquece a cor dos próprios olhos. Ou os arranca. Um rosto de anamnese. Encaixe em galhos sortidos. Diana na penumbra de um porrete. Machucada pelas feras da sociedade. Diana, arquitetura espiritual, feita de rochedos e toques. Ninguém se esquece da jornada absurda da velocidade, do som eternizante de grama, de areia e de cal.

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