poesia

Animais místicos


“desenhava sinais com pincel” Sebald

Digamos que nos banhamos
todos no mesmo rio
duas três mil vezes o mesmo gosto.
Nosso olho de ferrolho
corrediço, tranca-ruas.

Dos meus erros aos teus carmas
de nossos filmes preferidos
às imagens de capa.

Um ser que lavora na solidão
inimitável do que escuta
e se amplia em nuances
hauridas das influências.

Nenhuma cópia sobrevive
à Platão. E nenhuma filosofia
ainda é o átimo choque
da caminhada.

A fissura do que somos
perdura, se perde
ao que não se reconhece.

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