poesia

Gullar

Que um poeta doe
sua incomunicabilidade
seu poema sujo
e não se sustente.
Que um poema escarre
e a tarde siga quente
após vida selvagem
perto da Ucrânia.
Que o filho, num sopro
raie a si mesmo
da desgovernança.
Que não haja parte
e que o erro
por princípio
sobrevoe o Maranhão
sobre relâmpagos
e detalhes de Rodin.
Assim, quando nascer
quem suporte
o peso ínfimo
do papel.

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