Isto da solidão brutal
fazer vítimas num jogo viciante
de azar.
De querer o acender e o apagar
do acaso.
De as flamas serem meu país.
De as palavras sofrerem menos
de desuso que de indigência.
Pela ordem indigesta de sucessivos golpes.
Na tendência de sermos
ainda piores que os mesmos.
Na resiliência mesquinha
na política fajuta
e na feitiçaria das imagens
por dinheiro.
O mesmo quarto que não dá vista
pra lugar nenhum.
Você que não escolhe viver
não escolhe como morrer.
A vida que se faz contra quem o atraiçoa.
A vida que já foi partilha
esquece seu primeiro rosto.
Isto se ser bruta
e de ser poema.
Última delicadeza.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s