poesia

Determinada a muitas circunstâncias
pesa o grau de violação do corpo.
Falar em direitos e fundamentos
é romper em parte a casca dos tributos
que tenho prestado a contribuir com a doença social.
Não me sinto de todo doente
tendo em vista que desvio da norma há anos.
Há nisso a propagação de uma inocência
e do fim da enfermidade
do centro, imposta.
Sabendo me reinventar na solidão
desisto das imagens da chuva
recorro amiúde ao horizonte
de onde o salitre procede.
Sei dos arrastos, da invocação da pesca
tudo continua como se nada houvesse
mudado, mas dos arenques
concebo novas formas novas fomes.
A envergadura de minha incerteza
circunstancia outras margens.
Na planura dos toques
na carnavalha dos olhares
e no consenso possível
a compreensão de um achado –
repousar a cabeça no ventre
repousar o ventre
descansar as formas.

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