poesia

Atopia

Eu, que não ocupo todos os lugares de fala
acesso o mundo azul da interação binária dos homens.
Ali, há exegese e superfície de discursos, não o lugar
ao máximo, experiências cifradas
que por sorte me chegam
algoritmicamente e por afinidade prévia.
Vivo de expressões limitadas, para conjunturas complicadíssimas.
Não são apenas os dilemas da língua
mas formas de silenciar-dizer por caracteres.
O ciberespaço me levou para um aquário
um tipo de biblioteca aquática
incinerada desde a antiguidade.
A Terra também pode ser um aquário
no reino da ética, sou um discurso ambulante.

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