Meritocracia

Acredito no ressentimento histórico e individual.
Prezo a solidão humana.
Valorizo a força imagética
desterritorializada da angústia.
Acho natural a dissolução.

Manejo as facções do meu cérebro
do meu sexo seduzido desabitado – poço de petróleo.
Me vendo no trabalho repetitivo
e o desprezo e cavo.

São rojões os poemas. São saldos negativos.
São dores cancerígenas.

Não bastam. Leio na pichação vizinha:
zerou a vida.

Nada detém, nada impede
até os canalhas de amar.

Mérito o de quem conquista
a coisa odiada.

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