poesia

Noturna

Saio de casa
barriga a nu
sigo o rastro
do frio, saio
de arrasto
coração pisado.
Urbanidade de santos
esmagados
santinhos
batedores de carteira
institucionalizados e
devidamente escoltados.
População vestida
de propaganda e marketing
na Tijuca, muito lindo:
ninguém se olha
toda produção
os olhos ofuscam
(enquanto sonho em dirigir
um fusca).
Colarinho branco
protegido
agressor de mulher
inocentado –
mulher
carne barata.
Nessas eleições
100 reais
a boca de urna
na baixada.

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