poesia

A batalha começa
nas duas crateras
do meu rosto.

Quieta
é preciso
incidir

sobre o
hostil

com o impulso de
Tales
navegar

todas as coisas.
Órficas, Sáficas –

o tempo ancestral
é a semente de que preciso

para tanger este lado impossível
e presente

que não é retroceder
à anti-paisagem humana.

Achar um nome
pras coisas duras

ainda menores que dores.
Ao mundo diminuto

me resta esburacado
o rosto

o fosso da boca
incapaz de mapear

as avarias do poder.
Ao desértico de um corpo

que se sabe pórtico
e ouviu: você me abre

os braços e a gente
faz um país

entrincheirado
do lado de cá

do outro lado do mundo.

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