Deslizo o beijo o barco
sem luz além da escotilha
com vista pra água desmoronada
o grafite em sua máxima pontaria.
A bossa e o prisma
poeira assentando
a cor que
nas línguas antigas
não tinha nome.
O mar se tingia de ameixa
ou era vinho
e assim se podia bebê-lo.
O céu a desfiguração
de sempre.
Mas como saber
quem sabia o azul?
Como escrevê-lo?
Escrevo dias
tão azuis.

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