poesia

Pertenço aos campos
às ostras
e à miracema.
Mas nada sei
dos mecanismos furtivos
da natureza.
De saída me concedo
o apolíneo dom do erro
do genoma pendular de Dionísio
a boca de Hilda bebendo
a boca que bebe uma mulher.
Não é a boca da deidade
nem os beijos que ela oferece
nem os dedos que talvez te alcancem.
Há algo do substrato –
pense nas placas tectônicas
do meu corpo se movendo
na geologia do desterro.
Isso de ser filha do vento
de fazer das palavras
auras de ocultamento
voz da nudez
morada do ermo.

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  1. Pingback: — Sede em frente ao mar | O LADO ESCURO DA LUA

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