Por ocasião da descoberta da discografia no site oficial

A voz de Nara é um dia de chuva
e a chuva um pretexto para tantas coisas
que à voz é pura impossibilidade
de entoar. A voz de Nara propõe atmosferas.
Nisso consiste estar sujeito a umidades, cheganças
rodas de capoeira, canções de Roberto Carlos
às rezas de Edu Lobo e ao engajamento frontal de Zé Keti.
Se esse mundo é meu, como afirma Sérgio Ricardo
ou Ruy Guerra, o fato é que acorrentados somos todos
um pouco e, mal comparando, quando não saímos
porque chove e muito inconteste à potência de Baden.
O que há de versátil sabe que a voz de Nara é um tanto
mais dentro, fazendo paisagens nas goteiras perdidas
do oceano da voz ou das janelas, onde o que se lamenta
ri um pouco, se sabe, se basta, observa o mundo cair
quem sabe um repertório novo.

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