poesia

Eles têm pressa
o terreno é árido
um ajuntamento de crenças
não salva uma lavoura.
Se sou urbana
sou uma alegoria
fé é coisa pouca.
Caminho pelas ruas
como por dentro de vãos
as mãos do ventríloquo
querem dizer-me
como fôssemos um alistamento
de palavras de ordem.
Olhar no espelho
ver onde se demora
o homem que você matou.

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Um comentário sobre “

  1. ramonvareladiaz disse:

    curioso, a saber até que ponto relativizaremos… tão dificil medir e sentir, após o abandono do eu-lírico (que até hoje não faço ideia do que seja), atravessando nossos mecanismos semanticos (profundamente arraigados, irrigados?) algo genuinamente absoluto. pior: se o absoluto ainda significa algo em tanta ruptura? sinto falta de uma origem mas não dá pra confiar muito mais na grécia… provavelmente a mesma coisa no oriente

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