poesia

Fred

Preso há dezoito dias
conto as rachaduras das unhas
que limo na parede
para me livrar do tempo
confiro detalhes e sequências
de acontecimentos recentes
para vencê-los por minha
lucidez. Aprendo a
dormir apenas de bruços
inalando o cheiro
das minhas entranhas
sangue e dente perdido
jogo que preciso dominar.
Sou um personagem
literário um experimento
do absurdo e mesmo
irreal, machuco:
o que faz doer o irreal?

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