Oriental

Recusar na primavera
os saibros e Saigon
enunciar em ecrã
a vida-desperdício.
Dedicar à cultura-mãe
meu abandono e
sob a musa
zunir um sonho
horroroso.
Acordar em Ulan Bator
lamuriar as árvores
patentear cavalos
entre duas fronteiras
ser vermelha.
Enrugar meu rosto
foragir meu vento
sumir dos campos.
Então o Volga
me refazendo – fluvial
me interligando.
Depois, de muito longe
um Bashô
me escreveria.

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