poesia

Sou as entranhas de um país exumado de índios.
Oxumarés me salvam no tráfico negreiro.
Não me engano, é aqui, no seio de um homem
mutilado de seios.
Em mim, a voz desanca
há quem viva de desancar andores.
Fiz-me viajor, sala da aporia.
Não sei sentar, não sei ir.
Vivo de arrancar dos vivos
plagas e nas montanhas
conheço meus irmãos.
Não falamos a mesma língua
disruptivos da própria sorte.
Somos reis do silêncio.

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