poesia

Anônimo

Presunção de inocência
do rastro deixado –
me comovo
como na primeira vez.
Desmantelado
o desejo, pacífico
de ser sem nome.
Nenhuma raia para avançar
o milímetro esconderijo
de ser feio e cruel
de ser manchado.
Guarnecer a fronteira
do público
ceder ao levante
esquadrinhar minudências.
Aos olhos do tempo
uma soberania.

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Um comentário sobre “Anônimo

  1. ramonvareladiaz disse:

    Engraçado, ou nenhum pouco (os dois [e é exatamente isto!]) nossa capacidade de argumentação e contrargumentação, de refazer o percurso da tese-antitese-sintese (sabe-se la quantas vezes?) nos permitiu criar exponencialmente torres de babel ou eternos retornos (muitos piores do que os de nietzsche)… aqui particularmente, o ato poetico quer ja findar no momento seguinte, porque ele sabe… não é dado ao poeta uma posição de conforto, não é dado nunca… uma descrença mística, original, talvez, ali, ainda na formação instavel dos corpos ‘celestes’…

    Curtir

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