poesia

Minhas vozes são de outros.
Assim, curo interminável afasia.
Sempre fui alta e doce.
Desajeitada, ouvi tudo que quiseram me dizer.
Revidei com desperdícios manicomiais.
Como entender a insônia prolongada?
A serventia ortodoxa dos corredores?
O jejuar impróprio do inconsciente?
Vou de mim pra algum lugar.
As vozes ficam loucas como velhos.
São vozes de infância, algas, corredeiras.
Vozes de serrotes, gemidos, vulcânicas vozes de livros.
Cada uma vem buscar sua simetria.
Sem saber a quantos decibéis se fazem transparentes.
Quanto é preciso calar e matar.
Até sermos violenta distância
que nada aparta da paisagem
meu duplo você.

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