poesia

Cabelos são ideogramas

1.

Cabelos são ideogramas que dissolvem a linguagem.
Minha fascinação pelo destino cego faz deles cavalos-marinhos.
Primeiro instrumento do vento, memorial dos espelhos.

2.

Cheiro é desordem, sobre a fronha
evapora recente a água da contaminação.
Cabelos não dissimulam, somos nós
que não sobrevivemos às ondas.
Cortamos, aludimos em cores
a épica do crescimento.

3.

Negar todo o resto, afirmar isso e aquilo.
Então a verdade se curva
se trança pelas manobras da página
se povoa do que se lava.
Teu cabelo é o teu cheiro
te leio sob as franjas do mundo.

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