poesia

Insônia em Tamarit

A fadiga dos letreiros.
Os trens, apascentados.
Camadas persa e umbrática do mundo.
Tapetes noturnos, vigilantes, inocentes.
Fachos e taquicardias.
O sono pesado nas galés –
neón, silício, papelão.
A pele policarbonata dos poetas.
O polímero nos pássaros.
O orgulho, filisteu, dos corajosos.
A mística dos medrosos.
Toadas de tiros e enumerações gazélicas da morte.
A musculatura dos fantasmas.
Lorca na casida de minha mãos.
O sexo em tudo.
A água e o pesadelo.
Cidade saturnada, soturna.
Saturações de Granada
e um Rio prestes a estourar.

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