Delta

se termino em água
águia ou poema

nenhuma imagem é bastante
nenhum nome chega

a correnteza corre
pelos rastros

e a pedra angular
desse sopro

não tem foz que mire
meu semblante

tudo é silhueta
da mão que desenha

ou bebe
ou rasga

guardar que se alastre a relva
que os aviões vaticinem
um punhado de catástrofes domésticas
voltar e ver na esteira
o tráfego da memória
tornar-se maior que pertencido
ao ritmo da inundação
da indústria da sede
do antídoto se guarda
o antigo destroçar da garganta
descurar-se da metrópole
do quórum do novo
ser a invadida sebe
o desgastar dos passos