poesia

decidi amar o que fosse
gerações de mísseis abandonados
grotas acidentais
o cavar fundo da mina
encontrar estilhaços
na topografia
quero dizer
rota do cansaço
e amar
o travestimento
da parte de quem
conserva intacta
a derme
planetária
isso de ser alma
é: laceração

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poesia

hermética

vaga erosão

prende no ilhós
das costas
em aviamento e geologia

neste curso
aprender técnicas essenciais
da equimose
em tardo romper

transpassar as redes
o deslocamento constante
o cisalhamento

das massas
da pressão
do ar que respiro

pedalar
para mais longe
alcançar muros

proeminências
na carne
recortada vestimenta

ser dos sisais
topo tresmalhado
sesmarias

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poesia

Luxúria

De quanto eu te olho.
Quando o caminho é feito
de grandeza e cascata.
O cheiro notívago, galhos que somos.
Do estar sem pauta.
Tinta do esmalte, rasgando.
Casas em suas manhãs
suspensas.
Desmedido no pincel dos dedos
o certeiro.

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