poesia

Centros

1.
Olhos que balouçam
– a devoção do barco
mãos graves sobre o mundo
crime delicado
fender a pelo
tomar posse
da aspereza do oceano.

2.
O eixo da flor
me revela
a face desdobrada
dos cheiros
interior é o tempo
germina
nossa intimidade
feita da sequela
das cores.

3.
As palavras me sonegam
meu léxico é o ermo
quantos dias para confundir
a memória me escreve
na língua
do enxame.

4.
Tudo que consigo
com a profundidade do incerto
desejo de enunciar
é quebrar o cristal
cada partícula
meu lastro.

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