poesia

Devir Helderiano

A sacralidade de teus cabelos, último vestígio.
Corto tua vida com tudo que arrancaste.
Melhor agora, dentro do amor das cigarras.
Com elas, canto alegrias furibundas.
Deixo morrer a tarde.
Deixo mover o homem.
Deixo ir embora.
Os cabelos derivam de mim
as cores queimadas.

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