poesia

Deixei o terreno insondável dos pássaros
acordos escusos com azuis
bicos, vermelhos, garras.
Delicadezas imaginadas
musgo e merda
selvagem que cobre o chão.
Caminho sobre selvas desossadas
guerreiros canibais, chorume
bala perdida e gás lacrimogêneo.
A indiferença assassina.
Homens sem rosto assediam
ventres metonímicos e pernas
halterofilistas.
Civilizadamente, deixamos de existir.

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