poesia

Não alimente os poetas. Não dê de beber aos poetas. Expatrie os poetas. Cegue os poetas.
Eles crescerão: sem margens, estripados e famintos. Arrumadinhos e vampiros.
Envoltos em desgraças, dentro das suas gavetas, corroendo sua memória.
Ali Babá, Gengis Khan, Torquato e o boi. Manoel chupa cana, assovia. Chupa cabra. Chupa sêmen.
Quem mais humano? O fluido que ficou ali. Marcado como uma vogal.
Poeta tem o gosto saboroso da mentira. Gosto poroso do mundo.
Quase fica, antes de ir. Quase parte, quase você.

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