Estou
desde que nasci
em mim
como um aedo 
que prescreve o tempo
com olhos loquazes 
estou
sem poder ver
quem sou.

Quero me fechar no mundo
claro, aberto, circundante
ser os olhos
com que me veem
rendida.

Dependurar-me no perigo
do intermédio
tédio, Tejo, ponte
plágio, ilha.

Me furam os olhos
maior medo
bebo tanta água
para me ver e me saltar.

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