poesia

o medo entrará em nossa casa
nos recortando
como num conto de Cortázar
não saberemos por quê
por fim, foragidos
do perímetro de um país 
o coração
na saudade eloquente e pagã
forjada nas distâncias 
das coisas não paridas
– mesmo partidas
as coisas têm um nome
ouço
os espaços vagos
do dia em que nascemos

Nota

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