Alguns livros depois

como se você chamasse,
chamasse, chamasse
todos eles viessem como labaredas
desfiguradas
palavras que como sulcos
percorrem a precisão dos traços –
depois o vento os levanta
na maresia carbonizada, sementes eriçadas
pelo vento, viés:
a elucubração de poema que nasce desse ancoradouro
terra que lavra; o terceiro dia, insurreto
a voz cavando em páginas de um delírio putrefato,
carne para só a carne responder à solidão
arrepio de singrar um nome.

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