Se a dor concentra suas próprias armadilhas
como esquadrias soltas e janelas
valho-me de serpentes, guitarras e buracos negros
sobre demoventes ilusões.

Os meteoros fazem riffs sobre as tumbas
o que habito é uma cidade em seu neón –
uma nova gravitação, no corpete, irônica.

me digo mis silencios, Pizarnik tatuada
nas omoplatas, como escadas aos anjos

caídos, decreto moratória dos falidos
tenho um ventre que mente até o fim da vida:

sou minha estátua de sal sem dó, sem Ló, persuadida.

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