eu não tenho a visão da Bahia de Guanabara à minha janela
eu quero esquecer que a poesia se navega
tenho meus dois pés cansados
e os olhos encantados feito dois reinos postiços
e continuo a escrever porque a visão da minha janela é muito estreita
escrever tem sido a forma de realizar abandonos
esta seria a única resposta sincera: me faltam os instrumentos de navegação
que se chocam contra o cimento maciço
acho que há dias em que se pode ler um autor como Edgar Morin e morrer menos
porque o homem, o homem e a morte
este homem de quem ele fala
ainda não me tocou

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