Estrangeiro

O poema, eu me banho com ele
e ele escorre com a sujeira do meu corpo
– as palavras que eu direi uma única vez
fatigada de sempre as reconhecer.
Refazer o dia abrindo as janelas
e das cortinas libertar o sol.
São palavras de morrer
como o executado no livro:
abrir a janela
e suspender a claridade obscura
despir-se do rompante da sombra.
Mais que a morte
um só destino que me soa o futuro:
eu tenho lido todos os livros
entristecido a minha carne.

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