Nem o brilho cego, nem a sombra.
Nada se curva a qualquer matiz,
a nenhum nome.
Um homem não deserta.
Sequer encontra o ponto de partida.
Uma folha, que não se fere.
Nem a queda se faz pressentida.
Quem viaja, a nu de águas insubmissas,
sem fundo, sem superfície,
lançado ao veio de sua própria raiz,
encontra uma fatal pergunta
sonhando, em litígio,
estas horas, escrevendo,
ainda que para conceber um deus terrível.

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