Escrever sangue

Percepção vital e precária de que as imagens nascem do sangramento da palavra. Escrever em recorrência, palavras como sangue, inevitáveis, necessárias, como o sangue o é.

Há quem diga vermelho do vermelho? Que de novo circula o oxigênio para as células? Que é festim o alimento que entranha a consciência? Enfadonho e que já tarda?

Pois bem, o sangue traz o sangue. Da natureza do fluxo, chamá-lo, dispersando a cor pelo seu nome. Revestindo, para avivar a forma. Imanente ao pensamento: formular por coágulos.

(Ver, antes disso, é como um bem sepulto. Anil de uma liberdade que não se engendra. Cegueira, que chamaremos saudade.)

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