poesia

Poesia feita escápula,
acesa em Ícaro
(desvelo de seus remos),
praias abertas em que nadam
antigos desastres.

Ou sob o eixo da lua, sangrenta,
enchendo o mar para o que bebe,
águas singradas do sono
tangendo a pureza, até o leite.

Porque sucumbem, suas imagens
trazem o retrato potencial:
o exame das formas inexistentes.

E ilhargas, calos, tendões;
anatomia alada;
escreve-se para rompê-la.

Chegar onde saúdam –
o sol do breve entendimento.

Poesia feita escápula

Nota

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